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Serviço · Coordenação de projetos em BIM

Coordenação que conduz a maturidade do modelo — não carimba entregas.

Compatibilizar não é reunião nem recebimento de desenhos. É conduzir a informação do projeto até a maturidade, fase a fase, com cada conflito rastreado e cada decisão tomada por evidência extraída do próprio modelo. Porque projeto é evolução, não produção.

O problema

A coordenação virou reunião — muita conversa, pouco rastro — e virou “recebimento de entregas”: confere-se se os desenhos chegaram, não se a informação amadureceu. Sem critério e sem registro, o conflito que ninguém resolveu no projeto reaparece na obra, mais caro.

O erro de fundo é medir projeto como se fosse produção. Produção entrega produtos, em linha reta; projeto é um fluxo de informação que itera até convergir. Coordenar por “entrega de desenhos” — e, no BIM, por “entrega de modelos” — ignora essa natureza cíclica e trata o sintoma, não a causa.

A virada de paradigma

De entrega de desenhos para evolução da maturidade.

Coordenar em BIM é conduzir a evolução da maturidade da informação do modelo. Medir e cobrar “quantos desenhos saíram” dá foco na produção e mascara o que importa: se o modelo está mais maduro e mais aderente ao programa a cada fase. Evoluir, em projeto, é mais importante do que produzir.

Autoridade · não é método improvisado

É a estrutura conceitual desenvolvida no doutorado na Poli-USP.
“Proposição de uma Estrutura Conceitual de Gestão do Processo de Projeto Colaborativo com o uso do BIM” — Leonardo Manzione, Escola Politécnica da USP, 2013.

Como se mede a maturidade

Maturidade não é geometria. São quatro referenciais.

Maturidade do modelo não é “nível de detalhe”. É o quanto a informação atende ao que foi combinado — geométrica e não-geométrica —, no espírito da necessidade de informação (LOIN) da ISO 19650. Quatro referenciais, conduzidos juntos:

01 · Informação

Necessidade de informação

Conteúdo geométrico e não-geométrico do modelo, na medida do propósito de cada fase. Não é o detalhe pelo detalhe.

02 · Programa

Objetivos do empreendimento

Os requisitos do programa como norte: o modelo ainda entrega o que o negócio pediu?

03 · Compatibilidade

Compatibilidade geométrica

A densidade de interferências, medida, classificada por gravidade e conduzida a tender a zero.

04 · Processo

Planejamento e controle

O processo mapeado e sob controle, com as restrições de informação tornadas explícitas (DSM).

Maturidade
do modelo
A estrutura

Três domínios, um só ritmo.

Empreendimento, processo de projeto e modelagem da informação avançam sobre o mesmo eixo de tempo — o ciclo de vida do edifício. O que os sincroniza são os pontos de controle: ao fim de cada fase, uma análise crítica confronta o modelo com os requisitos e decide avançar ou retornar. Go / no-go por evidência, não por opinião.

◆ pontos de controle · análise crítica (go / no-go)PROCESSO DOEMPREENDIMENTOViabilidadeIncorporaçãoComercializaçãoObraManutençãoPROCESSO DEPROJETOPlanejamentoConcepçãoDefiniçãoDesenvolvimentoDocumentação↺ processo cíclicoMODELAGEM DAINFORMAÇÃOinformação inicialmodelo madurotempo · ciclo de vida do edifício →
A maturidade da informação cresce fase a fase (necessidade de informação crescente), não por uma escala numérica. Os pontos de controle cortam os três domínios ao mesmo tempo: cada decisão do empreendimento se apoia numa análise crítica do projeto e numa verificação do modelo. Reinterpretação da estrutura conceitual da tese (Poli-USP, 2013).
Por que o cronograma linear engana

Planejar o que é iterativo, não fingir que é linear.

Projeto · evolução

Cíclico e iterativo

Um fluxo de informação que volta atrás para avançar. As próprias atividades são restrições umas das outras. Mede-se pela maturidade que ganha, não pelo que “entrega”.

Produção · entrega

Linear

Conversão de insumo em produto: conta-se o que saiu. Aplicar essa lógica ao projeto — “entrega de desenhos”, “entrega de modelos” — é o engano clássico do meio.

Por isso o processo é planejado com DSM: a matriz mapeia as atividades e revela os laços de iteração e as restrições de informação — falta de um dado, um pedido de alteração —, tornando-as explícitas e atribuíveis a alguém. Junto com a estrutura analítica do modelo (quem modela o quê, por disciplina), integra a gestão do processo à gestão do modelo.

Compatibilização com evidência

Cada conflito, classificado por gravidade.

Compatibilidade geométrica se mede: a densidade de interferências do modelo federado, verificada por regras — não a olho —, conduzida a tender a zero ao longo do processo. Cada interferência é rastreada em BCF, classificada por criticidade e acompanhada até o aceite.

Crítica
Redundância no modelo

Componentes duplicados ou um dentro do outro — corrompem quantitativos e leitura. Resolvem-se primeiro.

Moderada
Choque entre disciplinas

Sobreposições reais entre estrutura, arquitetura e instalações. O grosso da compatibilização.

Baixa
Pequeno cruzamento

Interferências de pequeno volume, dentro da tolerância combinada. Registradas, não ignoradas.

O que fica
  • Modelo federado auditável (IFC)
  • BEP e fluxo de trabalho
  • CDE OpenBIM (IFC · BCF)
  • Relatórios de interferência por criticidade
  • Matriz de responsabilidades (quem modela o quê)
  • Mapeamento do processo (DSM · BPMN)
  • Análise crítica e indicadores por fase
  • Atas de coordenação com decisão registrada

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